Quando alguém está apaixonado tem uma característica invulgar de filtrar as coisas más na outra pessoa e vê-la simplesmente com todos os pormenores que fazem com que ela seja especial. Isto é um facto provado, por isso ouvimos vezes sem conta que o amor é cego. Talvez seja… Mas se o amor é cego a paixão sofre de hipertimia. De um momento para o outro o Sol tem um brilho diferente, as cores estão mais vivas e o nosso dia a dia parece acompanhado de uma banda sonora.
Não podemos negar que a paixão nos torna em seres melhores, faz-nos sorrir e encarar o que nos rodeia de forma mais positiva, segundo algumas pessoas até faz bem à pele, pois o corpo produz mais endorfinas, sem esquecer as oxitocinas e vasopressinas.
Mas esquecendo todas estas reacções físicas e químicas, e pegando um pouco na linguística, a palavra paixão deriva do termo grego «pathos» que por sua vez significa agonia permanente. Será que aquela sensação das borboletas no estômago é apenas um sinal enviado pelo nosso inconsciente de que algo vai correr mal? Terá a paixão saído da caixa de Pandora?
A paixão dura no máximo dois anos, se for correspondida. E depois? Ou surge o amor, ou acaba tudo. E aparece um outro problema: a solidão.
Estamos novamente por nossa conta. Mas na nossa cultura e sociedade há uma quase regra que nos diz para procurarmos novamente uma possível cara-metade, alguém que nos complete, porque estar sozinho é quase patético.
Mas será que vale a pena tanta exposição, tanta entrega se no final estamos sempre por nossa conta? Será que vale a pena andar em busca da nossa outra parte?
Não podemos negar que a paixão nos torna em seres melhores, faz-nos sorrir e encarar o que nos rodeia de forma mais positiva, segundo algumas pessoas até faz bem à pele, pois o corpo produz mais endorfinas, sem esquecer as oxitocinas e vasopressinas.
Mas esquecendo todas estas reacções físicas e químicas, e pegando um pouco na linguística, a palavra paixão deriva do termo grego «pathos» que por sua vez significa agonia permanente. Será que aquela sensação das borboletas no estômago é apenas um sinal enviado pelo nosso inconsciente de que algo vai correr mal? Terá a paixão saído da caixa de Pandora?
A paixão dura no máximo dois anos, se for correspondida. E depois? Ou surge o amor, ou acaba tudo. E aparece um outro problema: a solidão.
Estamos novamente por nossa conta. Mas na nossa cultura e sociedade há uma quase regra que nos diz para procurarmos novamente uma possível cara-metade, alguém que nos complete, porque estar sozinho é quase patético.
Mas será que vale a pena tanta exposição, tanta entrega se no final estamos sempre por nossa conta? Será que vale a pena andar em busca da nossa outra parte?
