Parece-me, agora, que ressuscitei demasiado depressa da nossa afectuosa embriaguês litúrgica. Desgastamos a alma em, vão, ao dançarmos nesta intermitência existencial.Dói-me a garganta das vezes que não gritei contigo. E continuo desesperadamente a tentar tirar da minha cabeça o dia de amanhã. Mas está difícil. Recorro continuamente a âncoras presentes, à rotina… Porque estou farto de vaguear no futuro, e no futuro não há vida, só suposições.
Vi-te partir com o mesmo sorriso indecifrável com que te vi chegar. E perdi-me no beijo que me sopraste.