
Existe no nosso silêncio uma leveza, uma presença demoradamente açucarada.
Um ronronar nos lábios que não se quebra, um palpitar pestanudo.
O meu olhar que se desenrola entre os teus cabelos, as maçãs do rosto, o pescoço e perde-se na essência que te envolve.
Uma polpa de ternura que fica no palato e não se pode desfazer.
