21.4.08

it's all so quiet...


Existe no nosso silêncio uma leveza, uma presença demoradamente açucarada.

Um ronronar nos lábios que não se quebra, um palpitar pestanudo.


O meu olhar que se desenrola entre os teus cabelos, as maçãs do rosto, o pescoço e perde-se na essência que te envolve.

Uma polpa de ternura que fica no palato e não se pode desfazer.

17.4.08

Arrenda-se


Eram hoje quatro da tarde quando, de repente, uma janela se abriu no meu peito e o meu coração desatou a correr. Fugiu para sempre e já não volta, tenho a certeza. Deve ter sido pelas coisas que lá se passavam ultimamente... E ficou lá um vazio estranho, incomodativo. Tenho, desde então, nesse lugar um letreiro que diz: Arrendo T1 com vistas p'ro mundo.


Pode ser que resulte...