13.11.09

Me and Pandas, we don't click! *


Encontro-me num limbo de opinião quanto a gostar ou não de pandas.
Fazendo uma lista de prós e contras, a favor dos ditos bichinhos só encontro a opinião geral: são fofinhos e tal. Bem, a opinião geral conta, vivemos numa democracia e a maioria ganha, pois está claro. Mas nestas coisas do gostar ou não (e eu que tenho uma cadeira que se chama Teoria do Gosto Literário percebo disto) tudo é subjectivo. Gostos não se discutem, mas educam-se. E eu sou particularmente a favor desta última ideia. Por isso deixo aqui o meu manifesto de desagrado pelas ditas criaturas, já que verifico aqui na minha cabecinha que a lista de contras é assim maiorzita. Mas quero já esclarecer aos senhores activistas da defesa dos animais que não é por dizer que não gosto de Pandas que desejo fazer-lhes mal, não senhor! Só não vou muito à bola com eles.
Ora então, os ditos bichinhos são basicamente ursos, e ursos são maus, violentos, capazes de esfrangalhar uma pessoa em três tempos. Eu vi, vi muito bem o senhor que foi para o hospital com as tripas de fora por causa de um urso. Sim, está bem, foi na Anatomia de Grey, mas mesmo assim pode acontecer.
Em segundo lugar ninguém gosta de fazer figura de urso, e se fazer figura de urso é mau é porque os ursos não souberam defender a sua classe, são passivos, logo de personalidade fraca. E os Pandas fazem parte da classe dos ursos.
Os Pandas encontram-se também em vias de extinção, são uma espécie ameaçada. E porquê? Nitidamente olhando uns para os outros (macho para fêmea, entenda-se) não vêm nada de atractivo: “olha-me aquela bola de pêlo preta e branca”! São criaturas pouco originais, que gostam pouco de arriscar. Isto nota-se até nas cores que escolheram para a sua imagem: preto e branco, nem sim nem sopas. O preto e branco combinam sempre, em todas as estações. Não ficam mal em situação nenhuma, um clássico. Por isso os Pandas são animais que jogam pelo seguro, e por isso não saíram da cepa torta. São, portanto, uns comodistas. E são tão comodistas que nem se reproduzem, para que nasçam mais pandas precisam que nós, humanos, os ajudemos a reproduzir. Nós, é que temos que nos preocupar com a espécie deles. Preguiçosos! E, para mim, qualquer ser que precise da assistência de uma terceira pessoa (salvo raras excepções) para fazer sexo é um inútil, um néscio.
Os Pandas, a meu ver, estão também a criar um lobby e têm como intenção governar o mundo, por isso a sua aparência apática de que falei pode ser apenas um disfarce. Fingidos!
Este lobby faz-se notar através de campanhas de marketing em que a imagem dos Pandas aparece e leva as pessoas a simpatizarem com a mesma. Exemplos disso são o filme “Kung Fu Panda”, o anti-vírus (adivinhem!) Panda, o Fiat (o quê?) Panda, já para não falar no mais nocivo de todos exercido aqui mesmo em Portugal: o canal Panda!!! Será que mais ninguém percebeu? Eles minam a cabeças das criancinhas, logo na mais tenra idade. Os desenhos animados têm mensagens subliminares que angariam militantes para as suas intenções futuras. E as músicas que lá passam, músicas de conteúdo aparentemente inofensivo que falam de fruta, mas que depois trocam as vogais todas das palavras, são claramente lições de linguagem codificada para os pais destas crianças não perceberem o que os filhos estão a aprender.
Por isso acho que já me decidi quanto aos Pandas. Por isso quando for ao Jardim Zoológico ou ao Zoo da Maia vou passar longe destes bichinhos, a léguas.
Por isso eu e os pandas… we don’t click.

* este post é muito parvo. Mesmo muito parvo. As minhas mais sinceras desculpas aos Pandas, ao canal panda, à fiat e aos demais citados.