26.11.05

Sonhos....

"Há quem viva das recordações. Há quem viva a sonhar e há quem sonhe em viver.
Atendendo à ordem de insatisfação a que a vida sempre obedece, se sonhar, vou certamente sonhar em viver e se viver, vou viver a sonhar."


Mila Horta, O Cemitério dos Sonhos

23.11.05

E se eu disser que te amo?



Deixa-me ver também
O que vês desse lado.
Deixa-me entrar em ti
e ver atravês dos teus olhos.
Ou então, conta-me tu.
O que sentes quando te toco?
E quando te beijo, aqui e aqui.
Como fica tudo depois do arrepio?
O que significa a tua mão na minha?
O que se manifesta debaixo da pele?
O que pensas quando o perfume desaparece?
Se um dia eu não ficar, vais saber chorar?
O que sonhas quando olhas o céu?
E que visões tens quando os olhos se fecham?
Quando as luzes se apagam e o toque é mais quente,
de que cor se pinta a tua alma?
E se eu disser que te amo?
Como fica a tua vida?

14.11.05

Da Paz, do Amor e do Ódio


As cartas rasgadas em cima da cama
Mostravam aquilo que a alma escondia
O luto nos olhos de quem não sabia
Que o amor não mede a dor de quem ama

A incerteza das palavras que não foram ditas
E por isso mataram o que nunca viveu
O sonho desfeito nas mãos interditas
Que tocam e ferem tudo o que é teu


O coração acalmava agora
Depois da luta interna parada.
Os batimentos fraquejavam e por fora
Só o ódio assassino ainda restava.


A paz havia sido corrompida
Já nada se media em função da felicidade
Só restava o silêncio…e a vida…
Essa acabaria em fatalidade