
Não me olhes dessa maneira que me dá vontade de te agarrar pela nuca e de te morder esses lábios pretensiosos de semideus.
Não me olhes do alto do teu pedestal comprado a sorrisos que matam, porque eu me sinto despida por esses olhos verdes que não são deste mundo.
Há tanta coisa que nos separa para além destas duas filas de secretárias, que a nossa vida daria uma volta vertiginosa se descobrissem que quando passas lá em casa o chão treme e as paredes gritam.
O nosso mundo é confidencial, e o dia só nasce para nós quando o sol se põe.
Sei que a tua vida se tornaria difícil se soubessem que os teus dedos conhecem com precisão geográfica cada centímetro da minha pele e cada curva do meu corpo, mas é este perigo eminente, este medo borbulhante que cada vez mais nos faz andar às escondidas como duas crianças para comerem o que tiraram do pote das bolachas.
Não me tortures mais, nem me provoques porque sabes que o teu olhar me queima e que a tua voz rouca e bem colocada me estremece qualquer coisa cá dentro que faz com que os meus joelhos cedam e que a minha visão se turve.
E tu sabes o efeito que tens em mim, e mesmo assim gostas de me ver sofrer e morder os lábios para aguentar a vontade de atirar com a cadeira e de agarrar aqui mesmo.
Mas sabes que eu me controlo e só consegues aguçar a minha vontade. Pois sabes que aqui eu me comporto e que as coisas só se alteram quando a porta se fecha e os nossos corpos se juntam numa massa quente e indefinida.
Mas o que tu não sabes é que eu estou completamente viciada em ti, e que passo os dias a contar os segundos até te ter de novo comigo longe de tudo e de todos. Não sabes que já não consigo viver sem ter o teu corpo na minha cama e sem ouvir a tua respiração acelerada voltar ao normal. Não sabes que me sinto menos eu quando vais embora e que adormeço a sorver o teu cheiro nas minhas mãos, só para te sentir mais perto outra vez.
Não sabes que estou aqui só por ti e por mais nada, só mesmo para te ver e chamar-te. Mesmo que seja por Sr. Professor.
Não me olhes do alto do teu pedestal comprado a sorrisos que matam, porque eu me sinto despida por esses olhos verdes que não são deste mundo.
Há tanta coisa que nos separa para além destas duas filas de secretárias, que a nossa vida daria uma volta vertiginosa se descobrissem que quando passas lá em casa o chão treme e as paredes gritam.
O nosso mundo é confidencial, e o dia só nasce para nós quando o sol se põe.
Sei que a tua vida se tornaria difícil se soubessem que os teus dedos conhecem com precisão geográfica cada centímetro da minha pele e cada curva do meu corpo, mas é este perigo eminente, este medo borbulhante que cada vez mais nos faz andar às escondidas como duas crianças para comerem o que tiraram do pote das bolachas.
Não me tortures mais, nem me provoques porque sabes que o teu olhar me queima e que a tua voz rouca e bem colocada me estremece qualquer coisa cá dentro que faz com que os meus joelhos cedam e que a minha visão se turve.
E tu sabes o efeito que tens em mim, e mesmo assim gostas de me ver sofrer e morder os lábios para aguentar a vontade de atirar com a cadeira e de agarrar aqui mesmo.
Mas sabes que eu me controlo e só consegues aguçar a minha vontade. Pois sabes que aqui eu me comporto e que as coisas só se alteram quando a porta se fecha e os nossos corpos se juntam numa massa quente e indefinida.
Mas o que tu não sabes é que eu estou completamente viciada em ti, e que passo os dias a contar os segundos até te ter de novo comigo longe de tudo e de todos. Não sabes que já não consigo viver sem ter o teu corpo na minha cama e sem ouvir a tua respiração acelerada voltar ao normal. Não sabes que me sinto menos eu quando vais embora e que adormeço a sorver o teu cheiro nas minhas mãos, só para te sentir mais perto outra vez.
Não sabes que estou aqui só por ti e por mais nada, só mesmo para te ver e chamar-te. Mesmo que seja por Sr. Professor.
2 comentários:
LINDO
MUITO LINDO
Quando escreves um livro? A forma como escreves envolve toda a minha atenção apenas na leitura das tuas palavras que bebo com a sofreguidão de quem se perdeu no deserto e encontra um oasis. Tudo à volta se desvanesse e fico envolto num penumbra que apenas me deixa concentrar nas palavras que escreves-te...
Há professores com sorte...
Nao faço a minima ideia de quando vou ser lido por aqui... Observo-Te atentamente... Nao o observar visual, nao o apreciar de aparencias e gestos... Mas de palavras... És mais do que pensam que es... Eu sei-o... Eu sinto-o... No meio da minha ingenuidade morbida consigo ve-lo mesmo que seja unicamente um sonho, uma imagem criada pelo meu proprio cerebro idealizada ao longo de todos estes anos em que nao Te conheci... Deixem-me ser estupido, deixem-me acreditar, deixem-me agarrar-me a algo nem que seja uma madeixa de nevoeiro... Deixem me respirar-Te... Deixa-me sentir-me frustrado por nao escrever o que sinto por algo que nao conheço...
É estupidez? Óptimo, deixem-me ser estupido tambem... Deixem-me ser banal, deixem-me ser ridiculo... Quem nao quer ser ridiculo acaba por se-lo por nao o ser... Eu vou ser ridiculo... Por uma razao valida ou nao vou se-lo... Quero se-lo... Quero ser ingenuo... No meio do meu nada vou ser alguma coisa... Porque eu tambem o sou...
Usando palavras nao minhas, sou do tamanho daquilo que vejo e nao da minha altura... Vou sorrir... Vou ser ridiculo e vou sorrir por se-lo..
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