17.12.07

M e m o r i e s

São nestes momentos sozinhos que me aquieto e te relembro.

A tua voz pausada, inundada de mansidão.

As mãos quais novelos de afectos.

Os chás tardios com uma manta e uma confissão no colo.

O meu olhar sereno encaracolando no teu cabelo.

Apesar dos anos que passaram ainda sinto o teu cheiro a fruta nas minhas almofadas, ou se calhar eu é que ainda o tenho naquele cantinho misterioso da memória…

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