Não, não era. Na história que eu conheço, no princípio era o silêncio e a serenidade.
E do silêncio despertou um burburinho, um rumor longínquo. E da serenidade um palpitar ténue, pequeníssimo, insignificante. Que foi crescendo.
Cresceu, criou raízes. Raízes invasivas que se fincaram. Álgicas, indiferentes.
E nesse pedaço de nada onde havia silêncio e serenidade, há agora uma massa indefinida que não se sabe se é carne, e não se sabe se é cancro.
Por isso eu sei que no princípio não era o verbo. Se fosse eu saberia pegar nesse verbo e dissecá-lo. Fazer esse verbo, que evoluiu desde os primórdios, regressar à sua forma original, e assim entender o que ele significa. Por isso no princípio não era o verbo. Se fosse, era tudo tão fácil.
E nesse pedaço de nada onde havia silêncio e serenidade, há agora uma massa indefinida que não se sabe se é carne, e não se sabe se é cancro.
Por isso eu sei que no princípio não era o verbo. Se fosse eu saberia pegar nesse verbo e dissecá-lo. Fazer esse verbo, que evoluiu desde os primórdios, regressar à sua forma original, e assim entender o que ele significa. Por isso no princípio não era o verbo. Se fosse, era tudo tão fácil.

1 comentário:
Show de bola ein!
vc escreve muito bem gurya
keep going!!
Enviar um comentário