10.7.10

Crash


Uma estrela pousou na cauda do dia. A luz só se via através do manto negro roído pelo tempo.
Os nossos pés estendidos ao longo da estrada que se fazia longa há várias horas.
A casa ao fundo. As mão atadas, a minha com a tua. E no peito uma agulha chamada pressentimento.
A voz calada. O olhar avesso aos olhos. Um rufar de tambores dentro do corpo.
Passei os dias a enviar-te sinais de luzes, não posso mais conter o acidente.

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