Na terra de todas as cores
Lá longe, depois da China
Vivia o Mago das Flores
Com o cão e uma menina
No poço da sua aldeia
Trazia antes de anoitecer
O branco e o amarelo
Para pintar o Malmequer.
O Lírio e a Violeta
Criava-os de todas as cores
E misturava na sua pipeta
Toda a perfeição dos amores.
O cão felpudo brincava
À sombra de um castanheiro
E via crescer a cada dia
As flores lá no canteiro.
O trabalho da menina
Naquela terra de mil cores
Era regar com muito amor
O solo de todas as flores.
Quando a Primavera chegava
Todas as ruas ficavam em festa
E toda a aldeia se decorava
De rosas, tulipas… até giesta.
O Mago de barbas cândidas
Trabalhava noite e dia
E a menina regava, regava,
Tudo aquilo que ele fazia.
Um dia muito cansado
O Mago teve um susto.
Viu que por erro tinha criado
Um grande vermelho arbusto.
E agora o que faria?
Um arbusto não é vermelho!
Não o podia voltar a pintar,
Tinha de ir pedir um conselho.
Subiu à montanha mais alta
Quase, quase a tocar nos céus,
E numa suplica muito aflita
Pediu para falar com Deus.
Lá longe, depois da China
Vivia o Mago das Flores
Com o cão e uma menina
No poço da sua aldeia
Trazia antes de anoitecer
O branco e o amarelo
Para pintar o Malmequer.
O Lírio e a Violeta
Criava-os de todas as cores
E misturava na sua pipeta
Toda a perfeição dos amores.
O cão felpudo brincava
À sombra de um castanheiro
E via crescer a cada dia
As flores lá no canteiro.
O trabalho da menina
Naquela terra de mil cores
Era regar com muito amor
O solo de todas as flores.
Quando a Primavera chegava
Todas as ruas ficavam em festa
E toda a aldeia se decorava
De rosas, tulipas… até giesta.
O Mago de barbas cândidas
Trabalhava noite e dia
E a menina regava, regava,
Tudo aquilo que ele fazia.
Um dia muito cansado
O Mago teve um susto.
Viu que por erro tinha criado
Um grande vermelho arbusto.
E agora o que faria?
Um arbusto não é vermelho!
Não o podia voltar a pintar,
Tinha de ir pedir um conselho.
Subiu à montanha mais alta
Quase, quase a tocar nos céus,
E numa suplica muito aflita
Pediu para falar com Deus.
O Senhor estava ocupado,
Mas mesmo assim atendeu
O Mago tão desesperado
Que sempre Lhe obedeceu.
“Meu Deus deste-me um dom,
mas falhei no meu dever .
O que vou fazer com o arbusto?
Será que tenho de o esconder?
Deus respondeu ao Mago
Do alto da sua sabedoria
Que mesmo o arbusto vermelho
Era belo porque vivia.
“ Se eu te tivesse feito verde
com os olhos de todas as cores
Serias o mesmo homem Mago
Que tanto ama as suas flores.”
O Mago agradeceu contente
Os conselhos do Senhor Criador
E desceu a montanha correndo
Pois descobriu o verdadeiro amor.
Amava da mesma maneira
Todas as suas flores da colecção.
Também amava o arbusto vermelho
Que nasceu por incorrecção.
No primeiro dia da festa
O Mago estava nervoso.
Não sabia o que diria
O Povo tão zeloso.
Não sabia o que iriam pensar
Dos mais arbustos que criou:
O vermelho, um azul e um magenta.
Criticariam aquilo que o Mago inventa?
O Povo chegou mesmo à hora certa.
Olhou as flores sempre muito belas.
Coçou a cabeça, e ficou de boca aberta!
Estavam na festa muitas heras amarelas!
E arbustos de cores estranhas!
Estaria o Mago louco?
As rosas não eram castanhas!
E os arbustos tão pouco!
“Senhor Mago - disse alguém
Esta festa não está igual
Àquelas que a gente vem!
O Senhor comeu algo que lhe fez mal?
Na ponta, uma mulher
Dizia de sua razão
“Eu não acho nada bem
que o senhor faça esta confusão.”
O Mago esperou então,
Que o povo se acalmasse.
Ninguém parecia interessado
Que o Senhor Mago falasse.
As pessoas falavam, gritavam,
Faziam gestos de incompreensão.
Mas ninguém deixava realmente
O Mago dar a sua opinião.
Até que o Mago se fartou
De ver tanta agitação
E do alto da sua voz
Começou a declaração:
“Senhor Povo, por favor
Ouça o que eu tenho para dizer
Criei estas plantas com tanto amor
Acha que elas não devem viver?
Que mal tem se o arbusto
Que sempre verde nasceu,
Nasceu depois de um susto
Tão negro como o breu?
Se os vossos filhos amados
Nascessem de forma diferente
Iriam deixá-los, abandonados
Sozinhos, longe da gente?”
Então o povo acalmou
E pensou, pensou, pensou.
Olhou novamente os arbustos,
Até que um sorriso se formou.
Viram que a obra do Mago
Tinha sido feita com ternura
E que mesmo a flor do jasmim
Tem o mesmo cheiro sem a sua alvura.
Esta festa não está igual
Àquelas que a gente vem!
O Senhor comeu algo que lhe fez mal?
Na ponta, uma mulher
Dizia de sua razão
“Eu não acho nada bem
que o senhor faça esta confusão.”
O Mago esperou então,
Que o povo se acalmasse.
Ninguém parecia interessado
Que o Senhor Mago falasse.
As pessoas falavam, gritavam,
Faziam gestos de incompreensão.
Mas ninguém deixava realmente
O Mago dar a sua opinião.
Até que o Mago se fartou
De ver tanta agitação
E do alto da sua voz
Começou a declaração:
“Senhor Povo, por favor
Ouça o que eu tenho para dizer
Criei estas plantas com tanto amor
Acha que elas não devem viver?
Que mal tem se o arbusto
Que sempre verde nasceu,
Nasceu depois de um susto
Tão negro como o breu?
Se os vossos filhos amados
Nascessem de forma diferente
Iriam deixá-los, abandonados
Sozinhos, longe da gente?”
Então o povo acalmou
E pensou, pensou, pensou.
Olhou novamente os arbustos,
Até que um sorriso se formou.
Viram que a obra do Mago
Tinha sido feita com ternura
E que mesmo a flor do jasmim
Tem o mesmo cheiro sem a sua alvura.
Viram rosas verde esmeralda,
E tulipas cor de caramelo,
Viram margaridas prateadas,
E um orgulhoso cacto amarelo.
O Mago estava feliz.
E recebeu no final da festa
Muitos elogios, aplausos.
E depois foi dormir a sesta.
Deitou a sua cabeça branca,
No macio da almofada.
Sonhou que estava a voar alto
Acompanhado por uma fada.
A fada muito pequena
Tinha o cheiro do alecrim
E pediu ao Mago das Flores
Que lhe criasse um jardim.
O Mago criou então,
Um jardim bem colorido.
Depois voltou para casa
Com a ideia num Pomar garrido.
Ainda hoje se conta
Na terra de todas as cores
Que o Mago ainda lá anda
A colorir as suas flores.
E que a menina canta baixinho
Uma linda canção de embalar
Para adormecer todas as flores
Que acaba de regar.
O cão felpudo e traquina
Que gosta de brincar
Rebolana relva macia
Que acabou de rebentar.
Lá longe depois da China,
Na Terra de Todas as cores
Mora um cão e uma menina
Com o Mago das Flores.
E tulipas cor de caramelo,
Viram margaridas prateadas,
E um orgulhoso cacto amarelo.
O Mago estava feliz.
E recebeu no final da festa
Muitos elogios, aplausos.
E depois foi dormir a sesta.
Deitou a sua cabeça branca,
No macio da almofada.
Sonhou que estava a voar alto
Acompanhado por uma fada.
A fada muito pequena
Tinha o cheiro do alecrim
E pediu ao Mago das Flores
Que lhe criasse um jardim.
O Mago criou então,
Um jardim bem colorido.
Depois voltou para casa
Com a ideia num Pomar garrido.
Ainda hoje se conta
Na terra de todas as cores
Que o Mago ainda lá anda
A colorir as suas flores.
E que a menina canta baixinho
Uma linda canção de embalar
Para adormecer todas as flores
Que acaba de regar.
O cão felpudo e traquina
Que gosta de brincar
Rebolana relva macia
Que acabou de rebentar.
Lá longe depois da China,
Na Terra de Todas as cores
Mora um cão e uma menina
Com o Mago das Flores.
Para a Nicole, para o Giovanni e para a Juliana.
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