Desobedeci aos Deuses
No dia em que te conheci.
Desafiei o destino implacável
Na hora fria e triste,
Em que bebi dos teus olhos
A lágrima amarga e doentia,
Carente, quente e sombria
Da tristeza que de ti não desiste.
Vagueei nas montanhas geladas,
Vazias de tudo o que há.
Alcancei o pico da loucura.
Caminhei, chorei, caí.
Forcei o caminho em riste.
Queria resgatar-te da loucura
De não ter quem assista
Á beleza serena e pura,
Que emerge de tudo o que é teu
E se refugia e espelha no céu,
E que ilumina a noite escura
Quando o mundo é pintado de breu.
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