Às vezes sinto tudo o que é meu em silêncio. E pareço perdida com a ausência de palavras.Por isso procuro-as avidamente em todos os cantos. Com os olhos, a boca, as mãos...
Ouço-as e repito-as para as dissecar.
Abro livros ao acaso à procura de respostas aleatórias.
Não gosto de abecedários. Não gosto da ordem metodológica de catalogar a língua que falo.
Segredo;
Euforia;
Caos;
Martírio;
Frio;
Amor;
Noite;
Provocação…
Enchem-me a boca como pingos de um beijo.
E todo o meu corpo se acalma, quente, como se se enchesse de nicotina.
1 comentário:
Ler o que escreveste foi como ter um espelho à minha frente. Muito bom!
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