Há qualquer coisa de inenarrável no olhar que ele me devolve.Entra-me pelos olhos e atravessa-me a nuca como um sopro cálido de um dia de praia.
Arrepia-me. Transporta o meu corpo para um festejo, para um estado de euforia típico de noite de S. João.
E mesmo depois, quando a alma se tranquiliza e o dia nasce, o olhar ainda lá está arguto, sagaz, dizendo com os olhos o que a boca quer fazer.
(Foto de Luís Mendonça)
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