22.4.10

A estrada



Fecho os olhos e os ouvidos para o mundo e esse mesmo mundo já não existe para mim. Vejo-me a percorrer uma estrada sem sinais ou direcção, sem atalhos ou saídas: só o asfalto, o céu e nas margens as folhas dos ciprestes tremem no vento frio.
Essa estrada não a percorro a pé, nem em nenhum veículo a motor. É como se o meu corpo não existisse para além dos meus olhos e eu não estou sanão naquilo em que vejo.

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