
Sabes a vida de cor
Não te prendes à virtude
Amas o que te traz dor
Ganhas com o teu suor
A calma das noites quentes
Em que dormes com quietude
Sabes a Dança da Lua
De desejo ondulante
Extingues o fogo interno
Como se fosse o teu inferno
De uma pele bronzeada e nua
Viciante, aliciante
Com os teus lábios cortantes
Rasgas o silêncio matinal
Com a destreza animal
Que rompe os segredos gritantes
Do meu puro vício carnal
Trazes em ti a marca profunda
De um truque primordial
De um feitiço ancestral
De luz, silêncio e morte
Que ditou a tua sorte
De carne quente imunda
De prazer libertino e banal
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