Mais cedo ou mais tarde ignoramos, ou desistimos daquilo que não conseguimos compreender.
Como quando tentamos incessantemente construir um daqueles puzzles de mil e não sei quantas peças, que deixam a nossa cabeça dividida em igual número de partes, e depois, irritados com a nossa falta de apetência, metemos tudo na caixa e guardamos no fundo do armário longe de qualquer possível segunda tentativa frustrada.
Mas, como em tudo na vida, há especialistas. Pessoas especialistas em desistências. Passam a vida a perseguir metas e a desistir antes do fim. E o pior é que isto se torna de tal maneira lema de vida, filosofia, ou sei lá… talvez seja mais uma fobia, que passam a desistir das pessoas.
Desistir das pessoas tem muito que se lhe diga, pois não se pode meter alguém dentro de uma caixa e atirá-la para o fundo do armário. Por incrível que pareça há técnicas. Técnicas que variam desde a subtil necessidade de isolamento, até a uma das mais difíceis de concretizar que consiste em deixar alguém plantado no meio da rua, virando-lhe as costas e prosseguindo como se nada fosse.
Estas pessoas não são cruéis, nem têm nenhum tipo de carências afectivas que lhes desenvolveu algum espécime de trauma emocional. Nada disso. São apenas seres pensantes com um nível de entediamento muito elevado que acaba por se manifestar na forma como conduzem a vida e as suas relações interpessoais.
Contudo, não é de todo um fenómeno social, nem são necessários estudos para chegar a uma conclusão lógica e plausível sem ser fundamental recorrer a amostras e experiências. É simples. Na maioria dos casos estes indivíduos serão vítimas da sua própria especialidade em desistências.
O entediamento é contagioso, e ninguém quer passar pela dificuldade que é sobreviver à companhia intermitente de um desistencialista. Por isso desistem primeiro que desistam deles.
Não há nada humanamente possível que se possa fazer por estas pessoas. Tentemos apenas não ser como elas, aplicando-nos em concluir o que começamos.
Estes desistencialistas são pessoas iguais a todas as outras. A única diferença é que estão cheios de armários e baús a abarrotar de tralha, que de vez em quando gostam de remexer para constatar que nunca irão mudar.
Como quando tentamos incessantemente construir um daqueles puzzles de mil e não sei quantas peças, que deixam a nossa cabeça dividida em igual número de partes, e depois, irritados com a nossa falta de apetência, metemos tudo na caixa e guardamos no fundo do armário longe de qualquer possível segunda tentativa frustrada.
Mas, como em tudo na vida, há especialistas. Pessoas especialistas em desistências. Passam a vida a perseguir metas e a desistir antes do fim. E o pior é que isto se torna de tal maneira lema de vida, filosofia, ou sei lá… talvez seja mais uma fobia, que passam a desistir das pessoas.
Desistir das pessoas tem muito que se lhe diga, pois não se pode meter alguém dentro de uma caixa e atirá-la para o fundo do armário. Por incrível que pareça há técnicas. Técnicas que variam desde a subtil necessidade de isolamento, até a uma das mais difíceis de concretizar que consiste em deixar alguém plantado no meio da rua, virando-lhe as costas e prosseguindo como se nada fosse.
Estas pessoas não são cruéis, nem têm nenhum tipo de carências afectivas que lhes desenvolveu algum espécime de trauma emocional. Nada disso. São apenas seres pensantes com um nível de entediamento muito elevado que acaba por se manifestar na forma como conduzem a vida e as suas relações interpessoais.
Contudo, não é de todo um fenómeno social, nem são necessários estudos para chegar a uma conclusão lógica e plausível sem ser fundamental recorrer a amostras e experiências. É simples. Na maioria dos casos estes indivíduos serão vítimas da sua própria especialidade em desistências.
O entediamento é contagioso, e ninguém quer passar pela dificuldade que é sobreviver à companhia intermitente de um desistencialista. Por isso desistem primeiro que desistam deles.
Não há nada humanamente possível que se possa fazer por estas pessoas. Tentemos apenas não ser como elas, aplicando-nos em concluir o que começamos.
Estes desistencialistas são pessoas iguais a todas as outras. A única diferença é que estão cheios de armários e baús a abarrotar de tralha, que de vez em quando gostam de remexer para constatar que nunca irão mudar.

