14.2.08

Diplomata

Saio demasiadas vezes de dentro de mim a bater com a porta.
Fico no patamar de punhos cerrados para não perder as estribeiras.
E depois apareces tu, com dois novelos de paciência e um tratado de paz para eu assinar comigo mesma.
Tens o dom da diplomacia e sabes domar a minha tristeza com palavras doces e artimanhas circenses.
E é por ter o teu olhar a desenrolar no meu que ainda não peguei nas malas e me deixei ao abandono.

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