Há um ano que as lágrimas não param de cair. Os meus olhos formaram agora uma nascente de água salgada que corre destemida até encontrar o mar selvagem onde desaguam.
Deixaste o teu sabor na minha boca que te deseja com uma avidez de gigante.
A única coisa que sei de ti é aquela vontade animal de voltar aquele país desmistificado e desbravado pela descrença ocidental.
Como é que alguém pode querer viver num sítio como esse? Cheio de mágoas e antigas e de erros ancestrais que não abandonam aquela terra e envenenam tudo o que lá se cria.
Só podes ser muito diferente de mim. Eu nunca abandonaria este país onde à noite ainda consigo ver as estrelas. Onde posso mergulhar no Mar, despida de tudo e deixar-me invadir pelas histórias de navegadores e marinheiros de grandiosos tempos.
Onde posso fazer amor com o passado debaixo do olhar atento da Lua Nova.
Onde cada grão de areia conta uma lenda e cada criança que nasce encarna o espírito bravio de todos nós.
Já viste o que deixaste para trás?
Eu cá te espero, de olhos postos no céu azul pintado por um Deus protector.
Enquanto não chegas, peço ao vento do Norte que te leve os meus beijos e que te acarinhe enquanto as minhas mãos agarram o espaço frio e vazio que deixaste em mim.
Deixaste o teu sabor na minha boca que te deseja com uma avidez de gigante.
A única coisa que sei de ti é aquela vontade animal de voltar aquele país desmistificado e desbravado pela descrença ocidental.
Como é que alguém pode querer viver num sítio como esse? Cheio de mágoas e antigas e de erros ancestrais que não abandonam aquela terra e envenenam tudo o que lá se cria.
Só podes ser muito diferente de mim. Eu nunca abandonaria este país onde à noite ainda consigo ver as estrelas. Onde posso mergulhar no Mar, despida de tudo e deixar-me invadir pelas histórias de navegadores e marinheiros de grandiosos tempos.
Onde posso fazer amor com o passado debaixo do olhar atento da Lua Nova.
Onde cada grão de areia conta uma lenda e cada criança que nasce encarna o espírito bravio de todos nós.
Já viste o que deixaste para trás?
Eu cá te espero, de olhos postos no céu azul pintado por um Deus protector.
Enquanto não chegas, peço ao vento do Norte que te leve os meus beijos e que te acarinhe enquanto as minhas mãos agarram o espaço frio e vazio que deixaste em mim.
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