Nesta aula em que o tempo não passa eu penso em ti.
Gostei tanto daqueles dez anos em que estiveste aqui comigo…
Gostei de quando brincámos com os martelos nas noites de S. João.
Gostava de quando me punhas entre ti e o guiador da tua mota e andávamos por aí, sem destino ou motivo, só para sentirmos o vento rasgar-nos a pele.
E quando eu ficava a olhar para as tuas tatuagens nos braços e tentava imaginar a dor que aquilo te teria causado!
Quando punhas aqueles filmes antigos da Guerra das Estrelas, e já sabias os diálogos de cor, como eu odiava aqueles filmes!
Lembro-me de quando te zangavas comigo porque me apanhavas a espreitar as prendas de Natal. E depois vestias-te de Pai Natal, e eu descobria logo que eras tu pois via o teu brinco através das barbas de algodão em rama.
Como me senti importante por transportar as alianças no dia do teu casamento!
Lembro-me como gostavas de sentir o teu filho dar pontapés dentro da barriga da tua mulher. Lembro-me também daquele dia em que ela fez as malas enquanto berrava e te acusava de coisas que eu não entendia, naquela altura…
E tantas outras coisas que recordo, umas com um sorriso, outras com os olhos molhados.
Mas o pior de tudo foi aquele dia de Abril em que o telefone tocou, e tu nunca mais voltaste. E eu nunca mais te vi, a não ser dentro da minha cabeça.
Agora quando quero falar contigo olho para o céu. Não gosto de falar com aquela placa de mármore, que te cobriu… num dia triste.
Gostei tanto daqueles dez anos em que estiveste aqui comigo…
Gostei de quando brincámos com os martelos nas noites de S. João.
Gostava de quando me punhas entre ti e o guiador da tua mota e andávamos por aí, sem destino ou motivo, só para sentirmos o vento rasgar-nos a pele.
E quando eu ficava a olhar para as tuas tatuagens nos braços e tentava imaginar a dor que aquilo te teria causado!
Quando punhas aqueles filmes antigos da Guerra das Estrelas, e já sabias os diálogos de cor, como eu odiava aqueles filmes!
Lembro-me de quando te zangavas comigo porque me apanhavas a espreitar as prendas de Natal. E depois vestias-te de Pai Natal, e eu descobria logo que eras tu pois via o teu brinco através das barbas de algodão em rama.
Como me senti importante por transportar as alianças no dia do teu casamento!
Lembro-me como gostavas de sentir o teu filho dar pontapés dentro da barriga da tua mulher. Lembro-me também daquele dia em que ela fez as malas enquanto berrava e te acusava de coisas que eu não entendia, naquela altura…
E tantas outras coisas que recordo, umas com um sorriso, outras com os olhos molhados.
Mas o pior de tudo foi aquele dia de Abril em que o telefone tocou, e tu nunca mais voltaste. E eu nunca mais te vi, a não ser dentro da minha cabeça.
Agora quando quero falar contigo olho para o céu. Não gosto de falar com aquela placa de mármore, que te cobriu… num dia triste.
À Memória de José Paulo Soares.
Sem comentários:
Enviar um comentário