António Lobo Antunes prometeu, um dia, amar uma pedra.
Não sei se será boa ideia. Já o fiz, há algum tempo atrás. Já amei uma pedra. Penso eu… Se não era uma pedra, era algo parecido: sem vida, sem expressão, sem movimento. Um rochedo secular que não cedia à erosão.
As mãos eram frias, graníticas. O toque pelo qual ansiava concretizava-se áspero, desconfortável. A pele de calcário não chamava por mim.
E no entanto, eu amava-a. E como eu amava aquela pedra.
A pedra que tinha nome. Um nome que eu esqueci. Porque o passado é assim. Escrevemo-lo em papel de arroz que guardamos na memória. E esta por sua vez altera-o, enfeita-o, ou apaga-o.
Tinha planos para a minha pedra. Daqueles que projectamos na nossa cabeça, uma e outra vez até estarmos confiantes. Ia esculpi-la. Ia pegar num cinzel de palavras e transforma-la numa obra-prima.
A minha pedra…. Que nunca foi minha.
A minha pedra que era feia, tosca, vulgar… E onde eu via topázios, rubis e esmeraldas.
Não sei se será boa ideia. Já o fiz, há algum tempo atrás. Já amei uma pedra. Penso eu… Se não era uma pedra, era algo parecido: sem vida, sem expressão, sem movimento. Um rochedo secular que não cedia à erosão.
As mãos eram frias, graníticas. O toque pelo qual ansiava concretizava-se áspero, desconfortável. A pele de calcário não chamava por mim.
E no entanto, eu amava-a. E como eu amava aquela pedra.
A pedra que tinha nome. Um nome que eu esqueci. Porque o passado é assim. Escrevemo-lo em papel de arroz que guardamos na memória. E esta por sua vez altera-o, enfeita-o, ou apaga-o.
Tinha planos para a minha pedra. Daqueles que projectamos na nossa cabeça, uma e outra vez até estarmos confiantes. Ia esculpi-la. Ia pegar num cinzel de palavras e transforma-la numa obra-prima.
A minha pedra…. Que nunca foi minha.
A minha pedra que era feia, tosca, vulgar… E onde eu via topázios, rubis e esmeraldas.
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